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Rússia: em Moscou, orações pela paz segundo as intenções do Papa

Recordando as origens históricas da festa litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, instituída por Pio V em 1572 para comemorar a vitória da Batalha de Lepanto (7 de outubro de 1571), o arcebispo católico de Moscou enfatizou: “Enquanto lutava, Pio V tinha decidido rezar e jejuar. Sabemos como a batalha terminou, mas talvez nem todos saibam que o grande almirante da frota cristã advertiu o Papa de Roma que não foram as armas ou as proezas dos marinheiros que deram a vitória, mas as orações do Terço”

Vatican News

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“Levar a paz não significa aplainar todas as asperezas e nivelar as diferenças. Levar a paz significa aceitar todos, mesmo aqueles que pensam de maneira diferente de nós. A paz é, acima de tudo, a capacidade de perdoar.”

Com essas palavras, o arcebispo da Arquidiocese da Mãe de Deus em Moscou, dom Paolo Pezzi, introduziu a recitação do Terço na catedral católica de Moscou na noite de sexta-feira, 7 de outubro, na festa de Nossa Senhora do Rosário.

Quem é aquele que promove a paz

Em comunhão com o Papa Francisco, o arcebispo conduziu a oração diante da exposição do Santíssimo, seguida da celebração da Missa, com a intenção do dom da paz. No contexto atual, o arcebispo Pezzi ofereceu aos fiéis presentes na catedral e aos que seguiam a recitação do Terço e a liturgia eucarística on-line uma descrição concreta de quem é aquele que promove a paz:

“Uma pessoa amante da paz muitas vezes parece fraca, mas na realidade é autenticamente forte, porque é capaz de manter a calma e a lucidez de pensamento, e sabe como atribuir a tudo o seu lugar adequado. Na hierarquia de valores, o primeiro lugar pertence à consciência de que somos filhos de um só Deus: consciência que é uma garantia de paz. Maria, Tu és a Rainha da Paz, porque tudo o que aconteceu em tua vida teve seu devido lugar.”

Origem histórica da festa de Nossa Senhora do Rosário

Depois, recordando em sua homilia as origens históricas da festa litúrgica, instituída por Pio V em 1572 para comemorar a vitória da Batalha de Lepanto (7 de outubro de 1571), o arcebispo enfatizou:

“Enquanto lutava, Pio V tinha decidido rezar e jejuar. Sabemos como a batalha terminou, mas talvez nem todos saibam que o grande almirante da frota cristã advertiu o Papa de Roma que não foram as armas ou as proezas dos marinheiros que deram a vitória, mas as orações do Terço”.

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A força da oração

Os católicos na Federação Russa são menos de 1% da população total. O arcebispo apontou a oração como um ato privilegiado e realista a ser praticado diante das circunstâncias dramáticas atuais, enquanto parece prevalecer um sentimento de impotência que leva ao desencorajamento:

“Não podemos sequer imaginar quão grande é aos olhos de Deus o valor da oração. O próprio Jesus, em uma passagem conhecida do Evangelho de Lucas, fala desta força e se surpreende que Seus discípulos não acreditem nela. Esta tentação também existe para nós.”

Deus quer habitar em nossos corações

“Estamos aqui hoje para pedir a paz, para pedir que os corações sejam abrandados. (…) O mesmo Deus, que nada pode definir e nada pode conter, deseja habitar em nossos corações. E o que respondemos? O que respondem as pessoas de quem, de alguma forma, depende o destino do mundo? Hoje desejamos que seus corações sejam abertos, mas é necessário em primeiro lugar que nossos corações sejam abertos: só então nossa oração será verdadeira, será para o bem de todos os homens. Não para a realização de nossos próprios planos, mas para a realização do plano de Deus”.

A Arquidiocese da Mãe de Deus, dirigida pelo arcebispo Pezzi, cobre um território de 2.629.000 quilômetros quadrados e compreende uma centena de comunidades.

(com Fides)

Fonte: https://www.vaticannews.va/

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